Olá, caro leitor.
No dia 24 de novembro de 2.009, postei um artigo fazendo a comparação entre os recém-lançados Windows 7 e o Ubuntu 9.10. O artigo foi retirado de um outro blog e, devido a ele e a outros artigos relacionados com o Windows 7, resolvi instalar aqui na máquina da empresa em que trabalho para testar.
Bem, eu não sou o maior de todos os fãs dos produtos da Microsoft, pelo contrário, tenho muito do que reclamar do gerenciamento de memória RAM que o windows faz, pois trabalho com programas pesados (dreamweaver, photoshop, gerenciadores de banco de dados e uma infinidade de abas abertas no firefox). Porém desde quando me entendo por usuário de computador que utilizo o windows e, portanto, devo dar um voto de confiança a mais a ele do que ao Ubuntu, pois o Windows eu domino seu funcionamento.
Na semana seguinte em que postei o artigo a que me referi (quem não leu, clique aqui) tive problemas com o Windows Vista Professional que utilizava e, por mais que tentei evitar, fui obrigado a formatar o HD. Inicialmente, formatei e reinstalei o próprio Vista, mas o problema voltou a acontecer no dia seguinte. Então resolvi voltar ao XP, pois ainda tinha muitas dúvidas se conseguiria rodar meus principais e importantíssimos programas de trabalho no Seven.
Apesar de já utilizar o XP há vários anos, a dificuldade com ele foi encontrar os drivers de instalação compatíveis. Meu patrão até tinha os CDs de instalação, porém estavam trancados em sua sala e ele estava viajando. Fiquei uns dois ou três dias com o XP mesmo instalado e nesse período, sempre que sobrou um tempo, tratei de pesquisar sobre a compatibilidade de meus programas com o Windows Seven. Traduzindo: para o Windows Vista eu não voltaria mais.
Em vários artigos lidos na rede, encontrei gente dizendo que programas que rodam no Vista e no XP só rodavam no Seven através de máquina virtual, o que para mim, não era uma solução cabível. Fiquei meio incrédulo em relação a isto, pois eu estava utilizando todos os programas que preciso no Windows Vista e, em meu notebook, tinha os mesmos programas instalados no XP e não tive que fazer nenhuma virtualização de máquina para rodá-los. Outro motivo para não acreditar nisto foi que vi um colega meu utilizando os mesmos programas que eu no Seven, porém com uma máquina mais parruda (um QuadCore). E em contrapartida, outros diziam que se o programa rodava no Vista, rodaria no Seven também.
Com isso, estava quase convencido de instalar o Seven. Minha dúvida agora era se minha máquina era boa (em termos de hardware) o suficiente para rodar o Seven e os programas (pois o Seven ocupa mais memória RAM que o Vista). Fui atrás dos requisitos mínimos e percebi que conseguiria sim rodar o Seven. Então estava decidido: retirar o então instalado XP e meter o Seven lá dentro.
Consegui com um colega de faculdade um DVD de instalação da versão demo que a Microsoft liberou em seu site, pouco antes do lançamento. Fiz o backup de tudo o que precisa, jogando no servidor local e dei adeus ao XP (sem dó, nem piedade!
).
A instalação
Configurei o pc para iniciar a partir do DVD e fiquei surpreso com a facilidade que o boot me ofereceu para formatar e reparticionar o HD tudo no modo gráfico, sem nenhum segredo ou dificuldade. Outra mudança notória foi a quantidade de vezes que o pc foi reiniciado: apenas duas vezes durante a instalação, muito diferente do Vista e do XP.
Ao finalizar a instalação, o Seven pediu educadamente para configurar um usuario, que ficou inativo, servindo apenas para uso do S.O. e também para configurar a data/hora, as atualizações automáticas e etc… tudo de modo extremamente fácil. Feito isso, pronto, já tinha no meu PC o mais novo S.O. da Microsoft.
Reinstalando os Programas
Bom, agora era a hora da verdade. Só o Windows nada adianta no computador.
A primeira coisa a fazer foi verificar a instalação dos drivers (video, som, placa-mãe, rede, outros). Incrivelmente, o Seven instalou tudo automaticamente sem nem ao menos eu perceber. Sem brincadeira: nenhuma das telas de instalação informou que estava fazendo isso. Bastou fazer a instalação conectado à internet. Em seguida, fui atrás da conexão de rede: esta o Windows não conseguiu configurar, mas bastou colocar os IPs e alterar o nome do Grupo de trabalho e pronto! Já estava na rede interna e navegando na internet.
Sendo assim, parti para os programas que mais utilizo: Dreamweaver CS4, Photoshop CS3, Firefox 3.5, Navicat 8, Filezilla, entre outros. Todos instalaram numa boa, sem nenhuma mensagem extra além da já conhecida tela de permissão que o Vista também apresenta quando iniciamos um instalador.
Feito isso, parti para os softwares acessórios que, inclusive utilizo muitos e a maioria foram desenvolvidos para o Windows XP ou anteriores. Essa era a hora de realmente testar a compatibilidade do Seven.
Para minha surpresa, todos foram instalados corretamente sem apresentar problemas. Bom, pensei comigo, instalar é fácil, quero ver na hora de utilizar. Mais uma surpresa: já fazem 2 semanas que estou utilizando sem problema algum. Até o FSL Laucher, que inclusive tenho um post dedicado a ele, o qual uso para organização de atalhos dos programas rodou sem reclamar.
Preciso de segurança
Foi aí que resolvi instalar o Avast Antivirus Professional. Para quem não sabe ou não instalou ainda, o Windows Seven instala automaticamente uma versão On-line do antivírus MCAFEE. Ao instalar o Avast, os problemas começaram.
De um dia para o outro, depois de desligar normalmente como de rotina no fim do expediente e, ao chegar no dia seguinte, o pc simplesmente travou logo que iniciou o Windows e fui obrigado a reiniciá-lo manualmente (leia-se: dedão no botão). Fiz isso e enorme foi meu arrependimento: o pc simplesmente pediu para realizar a verificação do HD através do CHECKDISK. Fiz uma dezena de vezes essa verificação e nada do pc voltar a iniciar o windows corretamente. Então mandei para a assistência técnica para resolverem.
Segundo nosso técnico, o problema foi causado pelo fato de ter dois antivirus instalados no computador. Ele passou um corretor do Windows e em seguida retirou o MCAFEE do pc e tudo voltou ao normal. Aproveitou para trocar a fonte que estava com problema também, mas nada a ver com o problema ocorrido.
Problema resolvido, agora apenas com o Avast instalado, finalizei o expediente e no dia seguinte eis a minha surpresa: conforme iniciei o windows, novamente o mesmo travou e tudo indicava ser a proteção residente do Avast o vilão da história. Porém o sintoma foi outro dessa vez: reiniciei o pc manualmente e ao iniciar o windows parou na tela de boas vindas. Por sorte estava com meu notebook na empresa, o que permitiu que desse andamento aos projetos.
Nesta tela, o Seven conseguiu ficar nada mais, nada menos que um final de semana inteiro parado. Isso mesmo! O ocorrido foi no sábado de manhã, por volta de meio-dia, então, como já estava com raiva do acontecido, decidi deixar o pc ligado no final de semana todo. Na segunda-feira, ao chegar as 8h da manhã todo feliz e ancioso pelo resultado o windows tinha sim conseguido iniciar e sair da tela de boas vindas. Não faço idéia quanto tempo levou, pois no sábado ficou quase 4 horas parado nessa tela.
Nesta segunda-feira, ontem, dia 30/11/2009, consegui trabalhar o dia todo no pc sem nenhum problema, porém percebi um detalhe muito importante: a proteção residente do Avast estava desativada e todos os comandos para ativá-la também estavam desabilitados. Foi aí que saquei quem era o vilão da história. No final do dia, desliguei o pc rezando para que, ao chegar aqui hoje, dia 01 de dezembro, o problema não se repetisse na bela tela de boas vindas do Seven.
Quando cheguei na empresa pela manhã (e após rezar uma ave-maria…) liguei o pc e eis que tudo se iniciou perfeitamente, até eu iniciar o Firefox: simplesmente travou tudo de novo e não tive escolha a não ser novamente reiniciar a máquina manualmente. Ao fazer isto, adivinhe: fui solicitado a verificar o HD com o CHECKDISK. Então mandei fazer a verificação que, por sinal apresentou alguns erros, disse ter corrigido os mesmos, porém quando reiniciou sozinho, novamente pediu para passar o CHECKDISK.
Nesse momento, eu já havia ligado o notebook e já estava trabalhando nele, pois este filme já havia visto antes. Dei prosseguimento a verificação e incrivelmente dessa vez conseguiu reiniciar e iniciar o windows que, quando pensei em entrar no painel de controle para desinstalar o Avast, travou de novo.
Reiniciei mais uma vez manualmente e fui outra vez solicitado pelo CHECKDISK duas vezes, o que, de tanto passar esse corretor, acho que conseguiu resolver temporariamente o problema. O Windows Seven foi iniciado e consegui chegar sem dor de cabeça ao painel de controle. Então com toda a calma do mundo, desisntalei o Avast – isto demorou uns 20 minutos, pois ao pedir para desinstalar, o Windows “quase” travou de novo. Deixei ele fazer tudo ao seu tempo e eis que consegui remover o Avast de uma vez por todas. Mas ainda não acabou por aí.
Ao finalizar a desinstalação, o Windows solitou ser reiniciado, o que fiz com muito gosto e na certeza de ter resolvido o problema. Foi grande o susto quando, mesmo reiniciando o pc de forma correta, a inicialização passou novamente o CHECKDISK duas vezes no HD para só depois conseguir iniciar o Windows novamente.
A partir desse momento, consegui utilizar o computador sem nenhum problema até o fim do expediente. Neste meio tempo, tive mais duas pequenas surpresas: primeiro um pico de luz que reiniciou, supreendentemente o computador sem nenhum problema; e o segundo foi a instalação do programa DBDesigner que, ao finalizar a instalação, pediu que fosse instalado novamente pois havia ocorrido alguns problemas durante o processo. Fiz o que foi solicitado e ao iniciar o programa, tive um pequeno problema para trabalhar com o mesmo. Porém, nada que desativar os temas visuais do programa não resolvesse.
Esqueci de falar antes no texto: na mesma semana que instalei no pc da máquina, instalei também no notebook e, para minha sorte, não instalei o Avast, o que não me ocasionou nenhum problema até então.
Conclusão
O Windows Seven ainda está com problemas de incompatibilidade com alguns programas, mas apenas os que trabalham 100% do tempo com a memória RAM e/ou com o registro do Windows – que é o caso da proteção residente do Avast. No mais, todos os programas estão rodando fielmente como se estivessem instalados no XP.
Portanto, minha nota para o Windows 7, caçula da Microsoft é: tantantantan….!
- 9.5 – considerando os quesitos compatibilidade e gerenciamento de memória. Detalhe: eu não testei jogos pesados no Seven, apenas programas profissinais de programação e webdesign.
Para quem ainda tem alguma dúvida em relação ao Seven, vale a pena testar, mas não se esqueça de fazer o backup de seus dados, caso não goste e resolva voltar para o bom e velho XP
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Se você me perguntar: “Por que você não migra para o Linux?”, eis minha resposta: “Primeiro porque o Linux não tem compatibilidade com todos os programas, principalmente os acessórios que utilizo; Segundo que a instalação de um programa no Linux ainda é meio complexa, ao meu ver. Eu instalei o Linux em dual boot no notebook, mas até hoje não consegui configurar minha internet 3G da Claro e nem instalar um programa semelhante ao Dreamweaver: o QuantPlus (versão para Linux); Terceiro que utilizo muito o photoshop e o Gimp não me é amigável e, para rodar o Photoshop no Linux, só através de virtualização de máquina: Pô, se for para rodar o windows dentro do Linux, eu fico com o windows mesmo!!
. Porém estou testando o Ubuntu e me adapatando a ele, conhecendo os programas compatíveis/semelhantes aos que utilizo e tal. Quem sabe daqui a mais algum tempo não opte por utilizá-lo definitivamente”.
Isto é tudo, pessoal! Até mais… e não deixem de comentar.





